48 perguntas para o diário da gratidão, por tipo de dia
Pela equipe do Gratitude · Publicado · 5 min de leitura
Tem noites em que as coisas boas se enfileiram sozinhas. Em outras, você fica ali repetindo “agradeço pela minha família” pela quarta noite seguida e não sente nada. Uma pergunta é um empurrãozinho numa direção nova. Aqui estão quarenta e oito, separadas pelo tipo de dia que você está tendo.
Como usar uma pergunta
Escolha uma pergunta, não cinco. Responda com algo específico de hoje, em uma ou duas frases. Se levar mais de um minuto para achar a resposta, passe para outra pergunta; ela está ali para abrir uma porta, não para testar você.
Vá variando. A mesma pergunta toda noite rende a mesma resposta toda noite. Um bom ritmo é escolher de um grupo diferente a cada dia, ou ficar com um grupo por uma semana e ver até onde ele vai. Se você diz suas respostas em voz alta, as perguntas funcionam ainda melhor, porque é mais fácil responder a uma pergunta quando ela é feita para você.
Pessoas
Quase tudo pelo que sentimos gratidão vem de alguém. Estas perguntas apontam para essas pessoas.
- Quem deixou o seu dia um pouco mais leve, mesmo sem saber?
- O que alguém disse hoje que você gostaria de lembrar palavra por palavra?
- Com quem você riu hoje, e do quê?
- Que desconhecido fez algo gentil ou bem feito hoje?
- Para quem você mandaria uma mensagem agora, se tivesse certeza de que não seria estranho?
- Que pequeno hábito de alguém que mora com você faria falta?
- Quem te ensinou algo que você usou hoje?
- Quem perguntou como você estava nos últimos dias, e como foi isso?
Pequenos prazeres e os sentidos
Boas para dias que pareceram sem graça. O corpo repara em mais coisas do que a cabeça imagina.
- Qual foi a coisa mais gostosa que você provou hoje?
- Que som te agradou, nem que fosse por um segundo?
- Em que momento de hoje seu corpo esteve confortável: quentinho, descansado, alimentado?
- Como estava a luz no seu momento mais bonito de hoje?
- Que cheiro te pegou de surpresa?
- O que você tocou ou segurou que foi bom de sentir nas mãos?
- Que música, podcast ou trecho de livro ficou com você?
- Qual foi a coisa mais comum que funcionou perfeitamente hoje?
Trabalho, esforço e progresso
Gratidão não é só para presentes. Pode ser pelo que você fez, e pelas ferramentas e pessoas que tornaram isso possível.
- O que você terminou hoje, por menor que seja?
- Que problema ficou um pouco menor?
- Quem no trabalho facilitou a sua vida nesta semana?
- Que habilidade você usou hoje que não tinha cinco anos atrás?
- Que ferramenta ou objeto te poupou tempo hoje?
- O que saiu melhor do que você esperava?
Lugares e o mundo lá fora
Uma caminhada em que você mal prestou atenção ainda pode ser uma das três.
- O que você viu lá fora hoje que merecia uma segunda olhada?
- Que lugar te deixou à vontade hoje?
- Para que o tempo de hoje foi bom?
- Que parte da sua rua, do seu prédio ou da sua cidade faria falta se você se mudasse?
- Que ser vivo chamou sua atenção: um passarinho, um cachorro, uma planta teimosa?
- Onde você se sentou hoje, e o que havia de bom ali?
Coisas que fariam falta
Este grupo usa um truque com evidência de verdade por trás. Em estudos de Minkyung Koo e colegas, as pessoas que imaginaram que uma coisa boa nunca tinha acontecido se sentiram melhor depois do que as que simplesmente pensaram na coisa boa em si. Imaginar a ausência torna a presença visível.
- Como teria sido o dia de hoje sem uma coisa que você considera garantida?
- Se você não tivesse conhecido uma certa pessoa, o que estaria faltando?
- Que comodidade do dia a dia faria mais falta depois de uma semana sem ela?
- Que parte da sua rotina você defenderia com unhas e dentes?
- O que você quase deixou de fazer hoje e ainda bem que fez?
- O que você já desejou um dia e hoje tem?
Para dias difíceis
Num dia difícil, a gratidão não deve fingir que o dia foi bom. Estas perguntas procuram as pequenas coisas que se aguentaram de pé. Existe um guia inteiro para essas noites.
- O que ajudou, nem que fosse um pouco?
- Quem ou o que deixou a pior parte mais suportável?
- Qual é uma coisa que não deu errado?
- Pelo que você está esperando com vontade, por menor que seja?
- O que você fez hoje para cuidar de si?
- Que coisa você resolveu melhor do que teria resolvido um ano atrás?
- O que vai ser mais fácil amanhã por causa de algo que você fez hoje?
Olhando para trás
Boas para os domingos, para o fim do mês ou para qualquer noite em que o dia de hoje rendeu pouco.
- O que desta semana você quer lembrar daqui a um ano?
- O que mudou para melhor neste mês?
- Qual é uma coisa boa desta semana que você já tinha esquecido?
- Quem esteve presente para você neste mês?
- Que preocupação do mês passado acabou dando certo?
- Pelo que você agradece ao seu eu do passado?
- Que dia desta semana foi melhor do que pareceu na hora?
Para não cair na mesmice
As perguntas ajudam mais quando impedem você de se repetir. Se você percebe as mesmas três respostas toda noite, esse é o momento de pegar outro grupo, ou de deixar a resposta menor e mais específica. “Meu amor” vira “meu amor deixando o último café da garrafa para mim”.
Se você prefere falar a escrever, um diário por voz combina muito bem com perguntas: você ouve a pergunta, responde com suas próprias palavras e termina em menos de um minuto. Se está só começando, leia antes como começar uma prática de gratidão.
Perguntas
- Quantas perguntas devo responder por dia?
- Uma pergunta basta para fazer as três respostas fluírem. Muita gente usa uma pergunta só nas noites em que nada vem à cabeça por conta própria.
- Posso repetir as perguntas?
- Pode. Uma pergunta feita num dia diferente ganha uma resposta diferente. Alternar entre os grupos evita que elas percam a graça.
- As perguntas funcionam com crianças?
- Funcionam, com palavras mais simples. “O que te fez rir hoje?” e “Quem te ajudou hoje?” funcionam bem no jantar ou na hora de dormir. Veja nosso guia para pais e filhos.
Referências
- Koo, M., Algoe, S. B., Wilson, T. D., and Gilbert, D. T. (2008). It's a wonderful life: Mentally subtracting positive events improves people's affective states, contrary to their affective forecasts. Journal of Personality and Social Psychology, 95(5), 1217-1224. doi.org/10.1037/a0013316
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